quarta-feira, 8 de julho de 2020

OPEP - ORGANIZAÇÃO DOS PRODUTORES E EXPORTADORES DE PETRÓLEO

Criada em setembro de 1960  pela Venezuela e outros países do Oriente Médio, a Organização dos Produtores e Exportadores de Petróleo (OPEP), reúne países do Oriente Médio, do Sudeste da Ásia, da África, além da Venezuela e do Equador, na América do Sul.
  
A fundação da OPEP se deu no dia 14 de setembro de 1960, durante a Conferência de Bagdá. Considerada um oligopólio, ela integra os países que produzem petróleo para concorrer à soberania mundial do mercado de combustíveis.
É da sua sede em Viena que os países-membros da OPEP coordenam as estratégias para a fabricação e exportação do petróleo.
Antes da criação da OPEP, eram as “sete irmãs” que controlavam praticamente toda a exploração de petróleo no mundo. Esse termo era uma alcunha às sete maiores empresas petrolíferas do planeta até então, a saber: Exxon, Texaco, Mobil, Amoco, Chevron, Shell e British Petroleum. Como essas empresas definiam a quantidade e o preço de todo o petróleo produzido, os países explorados criaram então a OPEP para reagir a esse contexto.
Algumas de suas funções são:
Determinar as estratégias de fabricação do petróleo;
Controlar os valores de venda do petróleo;
Estabelecer a quantidade da produção do petróleo no mercado global.
Visando aumentar o preço do petróleo no mercado mundial, a OPEP delimita a oferta do produto, estabelecendo quantias máximas de produção.
A língua oficial da OPEP é o inglês.
A primeira sede oficial foi em Genebra.
A Arábia Saudita é o principal país integrante, pois é o responsável pelo maior volume de produção. 

quinta-feira, 18 de junho de 2020

ÍNDIA

A Índia se moderniza econômica e tecnologicamente, mas mantém suas estruturas sociais tradicionais e extremamente desiguais.

A  civilização indiana tem aproximadamente 5 mil anos. Originou-se na planície do rio Indo, ao sul da cordilheira do Himalaia, desenvolvendo a agricultura irrigada. Posteriormente se estendeu por todo o vale do rio Ganges.
No século XVII, iniciou-se a colonização de toda a área do atual "subcontinente indiano, com a instalação da Companhia Inglesa das Índias Orientais na cidade de Mumbai. Na metade do século XIX, os ingleses já haviam transformado a Índia em uma de suas colônias na Ásia. 
Para ampliar seu domínio no século XIX, os ingleses se uniram às elites indianas dominantes, que passaram a receber privilégios para facilitar a expansão inglesa e manter a numerosa população sob controle.
O tradicional artesanato têxtil indiano passou a ser proibido. A Índia se tornou exportadora de matérias-primas e importadora de têxteis industriais ingleses, o que levou a ruína grande  parte da população camponesa, aumentando a insatisfação com a ocupação britânica.
A insatisfação da população mais pobre encontrou apoio nas próprias camadas médias, que desenvolveram ideais nacionalistas e passaram a propor reformas no país.
Mahatma Gandhi e Jawaharlal Nehru, patronos da independência e da Índia moderna, são exemplos disso. 
Depois do massacre de Amritsar, cometido pelos ingleses durante uma manifestação,  em 1920 Gandhi propôs aos indianos um movimento de desobediência civil, ou seja, de boicote às instituições coloniais, ao comércio com o Reino Unido e às estruturas administrativas, assim como a resistência não violenta às possíveis repressões.
Na década de 1930, Gandhi lançou uma campanha pela independência total e pela liberdade da Índia de controlar o comércio de sal, uma de suas riquezas naturais, monopolizada pelos ingleses. 
A independência indiana foi obtida em 1947, sendo Nehru o primeiro-ministro da Índia autônoma.  
Importantes propostas de modernização surgiram desse processo.
Gandhi e Nehru não buscavam apenas resgatar a tradicional cultura indiana como afirmação da identidade nacional; pretendiam também reformar as instituições indianas abolindo o sistema de casta, alterando a condição inferior da mulher e instituindo uma democracia parlamentar nos moldes europeus, com direito de voto a toda a população.

Uma das grandes marcas tradicionais da sociedade indiana é o sistema de castas.
Por causa dele, a sociedade é dividida com base na etnia ou na atividade profissional exercida. Tradicionalmente as castas não se misturam, praticamente inviabilizando a mobilidade social por meio do casamento ou ascensão profissional. Essa divisão social ligada ao Hinduísmo, vem sendo transmitida de geração em geração há cerca de 4mil anos.
Após a independência (1947) o sistema de casta foi legalmente abolido, mas continuou presente no dia a dia da população.


A modernização econômica teve início da década de 1950, cNas décadas de 1980 e 1990, prioriom prioridade ao desenvolvimento industrial com base em planos de longo prazo elaborados pelo Estado. Das décadas de 1950 a 1970, priorizou-se a substituição de importações nos setores de bens de capital, química, metalurgia, mineração e combustíveis, entre outros. Nas décadas de 1980 e 1990, priorizaram-se os investimentos em infraestrutura (energia, transporte, irrigação e comunicações), em educação e nos setores de alta tecnologia.
A partir da década de 1990, com investimentos governamentais e de empresas estrangeiras no setor de informática e de serviços, a Índia tornou-se uma grande exportadora de programas de computadores (softwares) e centro das inúmeras empresas estrangeiras de atendimento telefônico (call centers) com alcance global, como as empresas aéreas e financeiras.
Atualmente as taxas de crescimento econômico indiano encontram-se entre as maiores do mundo. No entanto esse crescimento é liderado pelas grandes cidades e favorece as classes médias e altas.

Fonte: Sampaio, Fernando dos Santos
                 Para viver juntos - geografia, 9ºano:ensino fundamental/